Os
médicos também adoecem e envelhecem. A minha médica de família
encontra-se nessa situação, ou melhor, encontrava-se. Nos últimos
três ou quatro anos, para não dizer cinco ou seis, não consigo
precisar, foi muito difícil conseguir uma consulta para a minha
médica de família e, mesmo para conseguir um atestado médico para
renovar a carta de condução, teve de ser outra médica a passar o
devido atestado. No início deste ano, deram-nos uma boa notícia: já
tínhamos uma nova médica de família. Demorou algum tempo mas
consegui uma consulta. A médica mandou-me fazer alguns exames
médicos, que se encontram neste momento prontos. Esta médica de
família “já era” e foi substituída por outra. Sei disso porque
ontem, dia 15 de novembro de 2019, ao marcar uma consulta para a
médica de família, fiquei a saber que a consulta será no próximo
ano, dia 22 de junho. Por não entender muito bem esta situação,
fez-me lembrar uma pessoa que há muitos anos, quando era confrontado
com situações muito esquisitas ou que não dava para perceber muito
bem, costumava dizer que “há dias de manhã, que a gente à tarde,
não pode sair à noite”.
O
meu centro de saúde, agora com instalações novas, mas onde é mais
que difícil estacionar, principalmente para mim que tenho muitos
problemas de locomoção, tem um nome mais moderno: Unidade de Saúde
Familiar Nuno Grande, em Vila Real. Se for assim noutras unidades de
saúde familiares, não se pode dizer que a saúde esteja com muita
saúde. Melhor será dizer que a saúde está velha e doente.
Possivelmente terei alguma culpa mas a culpa maior não será
certamente minha.
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