quinta-feira, 19 de maio de 2016

Geringonças

Não consigo ver os portugueses a sorrir. Nem economicamente nem politicamente.
Como é evidente, não estou a referir-me àqueles que se deslocam não num carrinho mas num carrão. Num carrão daqueles que fazem tornar os outros pequeninos tão pequeninos…
Também não me refiro àqueles que vivem de expedientes, de desenrascanços e quejandos.
Refiro-me àqueles que trabalham oito horas e muitas vezes mais, sem a referida recompensa. Quanto mais trabalham menos têm. Parecem perseguidos por todos os azares do mundo.
Mas parece que estamos no bom caminho. Já temos um governo que até foi batizado. Até aqui não tinha nome. Agora já tem: Geringonça. Até acho um nome engraçado. Assim já podemos dizer que a geringonça número tantos, governou pior ou melhor que outra geringonça com outro número, mas uma geringonça. Também os anteriores governos não foram mais do que geringonças que levaram o país aonde se encontra agora. As geringonças da direita são atacadas pelos que se encontram mais à esquerda. As geringonças da esquerda são atacadas pelos que se encontram mais à direita. Duma coisa é certa, quem se tramam são os portugueses, quer o governo seja da esquerda ou da direita. Aqueles que trabalham, são sempre aqueles que pagam as trapalhadas das geringonças quer sejam à esquerda quer sejam à direita.

Restam-nos apenas refilar porque ainda não se paga imposto.

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