Ambos tinham uma cara que não ajudava nada. A do presidente
de quem teve que dar o que não queria e a do primeiro-ministro de quem recebeu
aquilo que queria, mesmo que seja contra a vontade.
O discurso tanto de um como do outro serviu para lançar no ar
algumas alfinetadas.
Percebe-se que ambos estejam mais ou menos zangados. A
situação não era para ser assim para um e o outro fez tudo para que assim
fosse. São contingências da política e quem anda por esses caminhos encontra
muitas vezes situações embaraçosas.
Pessoalmente gostaria que este governo tivesse sucesso. Não
gostaria mais tarde ou mais cedo ouvir o ex-presidente a dizer: eu
avisei que este governo não tinha condições para governar porque o entendimento
entre os partidos da esquerda não era consistente.
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