terça-feira, 9 de abril de 2013

O PRIMEIRO MINISTRO E O TRIBUNAL CONSTITUCIONAL


O Provedor de Justiça, Alfredo de Sousa, considerou, esta terça-feira, "excessivas e desnecessariamente agressivas" as declarações do primeiro-ministro, Passos Coelho, sobre o acórdão do Tribunal Constitucional relativamente às medidas do Orçamento do Estado para 2013.
 "As declarações foram excessivas e desnecessariamente agressivas em relação a um órgão que é a cúpula do poder judicial", disse, em declarações à Agência Lusa, o ex-presidente do Tribunal de Contas. Alfredo de Sousa, disse também que Passos Coelho poderia ter-se limitado a dizer "discordo mas cumpro".
E acrescentou: "Apontar o acórdão do Tribunal Constitucional como o motor de muitas consequências negativas para os portugueses pareceu-me exagerado".
Realmente o Tribunal Constitucional cumpriu o seu dever. É para isso que foram nomeados.
É certo que Passos Coelho exagerou um pouco mas é preciso ver em que condições o fez. É ele que tem de resolver os problemas e mais ninguém. Não me parece que o Tribunal Constitucional fique demasiado preocupado com as declarações do primeiro-ministro. É preciso pensar que foram os juízes e não os homens que analisaram os artigos considerados inconstitucionais.
Tudo isto vai acalmar. 


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