Nunca gostei de gatos. Disse bem, nunca
gostei. Mas também não lhes fazia mal. Pura e simplesmente ignorava-os. Mas
saiu-me o tiro pela culatra. No meu bidão tipo “caixa de ferramenta”, apareceu-me
no ano findo, por cima da dita ferramenta dois seres pequeninos, muito
enroscadinhos, “muito gatos”. A poucos metros estava uma gata um pouco
preocupada, pouco sociável por ser selvagem. Foi o princípio do fim. Fiquei
apanhado.
Hoje a selvagem continua selvagem e já
tem nome “rosinha”. Um dos filhotes viajou para uma vila à beira-mar, está bem
e recomenda-se. O outro ou melhor a outra começou por ser “cinza” e agora
chama-se “chincha” e corre a casa toda e não é selvagem.
A rosinha já come e dorme cá em casa mas
não deixa fazer festas embora se encontre menos selvagens. Não admite
aproximações. Por mim tudo bem e até esta muito mais bonita.
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