António Borges defendeu ontem
que “o ideal era que os salários descessem como aconteceu noutros países como
solução imediata para resolver o problema do desemprego".
Em entrevista à
Rádio Renascença (RR), o consultor do Governo para as privatizações diz, porém,
que o valor do atual salário mínimo (485 euros) deve ser mantido, salientando
que o combate ao desemprego seria mais eficaz se os vencimentos fossem
reduzidos.
“Ninguém quer um país de gente pobre, toda a gente quer um país
próspero. Mas, antes disso, temos uma emergência nas mãos e a emergência é uma
taxa de desemprego acima dos 17%”, acrescenta ainda à RR."
Pena é que este senhor, não tenha avisado os governos anteriores
(todos) de que estavam a esticar a corda demasiado. E já se sabe que quando a
corda é muito esticada, parte.
Há sempre um limite que não
deve ser ultrapassado, mas parece que os governos (todos) não conseguem
descobrir o limite ou não querem.
Agora seria necessário
tirar a quem mais precisa. Isso de descer os salários parece brincadeira. Eles
já estão ao nível do chão. Descer para onde.
Se tivessem tido o cuidado
de não gastar o que não tinham, a crise seria bem menor.
Sem comentários:
Enviar um comentário