Até determinada altura os docentes, quer fossem bons quer fossem maus, atingiam todos, salvo raras excepções, o topo da carreira, com o decorrer do tempo. Os professores não viam com bons olhos que os outros “professores” chegassem ao topo da carreira com o decorrer do tempo e muitos ficaram contentes quando começaram a surgir os primeiros documentos sobre a nova avaliação.
Era necessária e os professores, na maioria concordavam. Só não concordavam os tais “professores”.
Veio a nova avaliação, caracterizada como complexa, eu diria complicada, pois nem os professores, que têm a missão nobre de ensinar, entendia. E com ela veio também o descontentamento dos professores. Greves e mais greves, reuniões, palestras, discussões acesas e nada. Confusão geral.
A esperança surgiu com as eleições para o parlamento e aumentou com a constituição do novo governo. A ministra da educação mudou, criaram-se expectativas que parecem estarem a ser goradas. Parece, como dizem quem sabe, que a “emenda” está pior do que o “soneto”.
De uma coisa é certa, os professores querem mesmo serem avaliados, mas assim, não. Quem sabe ensinar e avaliar alunos também deve ser competente para fazer um documento que permita avaliar os professores.
Façam uma avaliação com os professores não contra os professores.
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