PORTAGENS E COMPANHIA
Pronto, já desabafei.
Da capital transmontana, um Blog para todo o mundo e arredores.
Todo o mundo sabe que é preciso fazer sacrifícios para ver se conseguimos endireitar o barco. Resta saber se vai valer a pena estes sacrifícios e depois tudo volta ao princípio. Afinal as “gorduras” do Estado de que se falava eram nada mais, nada menos que os vencimentos dos funcionários da função pública. Daí os cortes do subsídio de férias de férias e de Natal dos mesmos. Daí os cortes dos subsídios de férias e de Natal também dos reformados.
Pena foi que se tenham esquecido das subvenções vitalícias aos políticos, não fosse a denúncia dos jornais. Parece que só recebem doze meses de subvenções vitalícias e é essa a razão de não serem contemplados com os “presentes” dados aos funcionários.
De certeza que haverá algum destes políticos a receber a subvenção vitalícia que terá algumas culpas na situação em que nos encontramos e vai daí, como prémio, não vai ajudar a acabar com estes problemas. Prova provada que são sempre os mesmos a pagar a crise.
Sabe-se agora porque é que Portugal ainda não foi ao fundo. Com tantos buracos, está muito mais leve e assim consegue boiar. Cada dia que passa mais buracos aparece, é uma questão de procurar. Mas parece que ninguém se preocupa em os procurar. Os que querem não podem e os que podem não querem. O curioso é que ninguém é responsável por esses buracos. Passam a vida a acusarem-se uns aos outros. Começa assim a ser preocupante. E pode descambar para caminhos perigosos, nada convenientes para ninguém. É que quanto mais pagamos mais buracos aparecem, vão aparecendo muito convenientemente. Quantos mais buracos existem? Será que qualquer dia fica só um buraco, mas tão grande que nos vai engolir a todos? Pronto!... Já desabafei.
Quando julgamos que os “buracos” chegaram ao fim, surge sempre mais um. Desta vez é o buraco de Jardim ou da Madeira, como quisermos. Se for de Jardim, deve ter sido usada pás, picaretas e quejandos. Se for da Madeira, deve ter sido o caruncho. Antes da invenção do pó talco, era usado o que restava do trabalho do caruncho. Bem moído, por sinal. Os “rabinhos” das crianças adoravam. As minorias que se formam após ganharem as eleições, os “novos governantes” gastam, gastam… depois a grande maioria formada por todos os portugueses, pagam, pagam… sempre foi assim e assim será. Uns poucos gastam, os outros (a maioria dos portugueses) pagam. Que nome terá esta teoria? Possivelmente a teoria dos mais “expertos”.
Um pobre que roube um pão vai preso. Estes senhores que gastam o que lhes não pertencem, ficam com bons ordenados e boas reformas. Ainda dizem que estamos em democracia. Será? Não me parece.
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